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Ver Versão Completa : Acorus calamus - Sweet Flag, Calamus



pescabr
04-03-05, 22:22
Família: Araceae
Gênero: Acorus
Espécie: calamus
Nomes comuns: Sweet Flag, Calamus, rat root, sweet sedge, flag root, sweet calomel, sweet myrtle, sweet cane, sweet rush, beewort, muskrat root, pine root, racha (India), shih-ch'ang pu (China), makan-ninida (Omaha e Ponca), mankan-kereh (Winnebago), kahtsha itu (Pawnee), sinkpe-ta-wote (Dakota), sanka ce (Lakota), pexe boao'ka (Osage), e muitos outros.

Morfologia vegetal:
Planta semi-aquática comum nos países de Latitude Norte. Pode ter sido espalhada pelos EUA pelos nativos americanos em suas jornadas migratórias. Pode também ser encontrada crescendo perto de cidades e vilas na Índia

Trata-se de uma raíz ramificada e aromática, da onde crescem longas folhas eretas, compridas, parecidas com gramas ou capins, com as extremidades crespas. Suas folhas podem crescer à até 2 metro de altura. Perpetua-se em áreas molhadas, como a margem de rios e à volta de lagos e lagoas. Possue raízes longas que crescem apenas à superfície do solo. Essas raízes crescem verticalmente e podem alcançar até 2 metros por ano, dependendo das condições geográfica e naturais.

A planta raramente floresce ou gera sementes, mas quando os faz, brota flores de 3 a 8cm de comprimento, de forma cilíndrica, marrom-esverdeadas, e cobertas por picos arredondados. Os frutos são pequenos e parecidos com bagas, contendo poucas sementes. Floresce no início ou fim do Verão, dependendo da altitude.

A Calamus é associada aos "ratos-almiscarados" (muskrat) em muitas culturas americanas nativas, os quais consomem uma grande quantidade de raízes da planta.

É uma planta fácil de ser cultivada, devido ao fato de crescerem muitas novas plantas à partir de divisões da raíz. Um pedaço de raíz de 5 ou 6cm, limpo, firme e aromático, livre de infecções ou doenças, é suficiente para novas plantas. A planta irá crescer em qualquer lugar, desde que haja quantias abundantes de água e luz do sol.

Tanto as folhas quanto os rizomas (raízes) são aparentemente psicoativos, devido à presença de "asarones", substância a qual tem propriedades alucinógenas semelhantes à Mescalina, se usada em quantidades suficientes. Em quantidades menores, produz efeitos tônicos e estimulantes. De acordo com a botânica popular arábica, romana e mais tarde a européia, a planta é também um afrodisíaco.

É classificada como pertencente à família das Araceaes, mas estudos recentes propõem que esta poderá ser colocada em uma família própria.

Constituintes ativos:
Monoterpenos hidrocarbonos (Monoterpene hydrocarbons), sequestrine ketones, Asarone (2,4,5-trimetóxi-1-propenolbenzeno), e Beta-asarone (isômero -cis) contidos nos óleos essenciais da raís.

Asarones são um tipo de componente MDA, que são percursores naturais do "TMA-2". Os constituintes psicoativos começam a perder sua potência até um ano após a colheita da planta, e a raíz perde seu valor psicoativo.

A variedade americana é testadamente livre da substância cancerígena Beta-asarone. Já as variedades asiáticas contém variadas quantias de Beta-asarone, e causam um efeito sedativo maior quando ingerida a planta. As variedade européias têm rendido vários "sesquiterpenos" com propriedades medicinais e psicoativas ainda não conhecidas.

Uso tradicional e medicinal:
Os índios Cree da Alberta do Norte (estado americano) usam a Calamus para inúmeros fins medicinais, tais como: analgésico no auxílio de dores de dente e de cabeça; higiene oral, limpando e desinfectando os dentes; combate aos efeitos de fadiga e exaustão; e para curar/prevenir ressacas.

Outras tribos nativas usam a planta no combate à tosses, através de decocção (extração através de água fervente) para gases, e através de infusões para cólicas.

Os Dakotas usam a Calamus para tratar diabete, e há muitos relatos onde a raíz curara pessoas que não haviam sido curaras pela medicina Ocidental. Quando a planta é mastigada pelos índios, eles são miraculosamente curados desta doença em questão de meses.

Os Sioux usam toda a planta, fazendo guirlandas aromáticas das folhas e usando um chá da raíz para dores de intestino, ou cuspindo a raíz mastigada na pele para curar doenças gerais.

A Sweet Flag vem sendo usada na Ásia pelos últimos 2 mil anos por um grande número de benefícios. Os antigos chineses usavam-na para diminuir inchaços e para constipação (estado caracterizado por tosse ou prisão de ventre). Na Índia, a prática da medicina Ayurvédica tem usada a raíz mágica é usada para curar febres, para asmas e bronquites, e como um completo sedativo. A raíz foi também usada pelo antigos Gregos e incluída dentre os remédios tradicionais por muitas outras culturas européias.

Na Idade Média, a Calamus foi usada como mistura com Solanaceas, a qual era usada pelas bruxas em suas "pomadas que faziam voar".

Informações sobre dosagem:
A Calamus, por não ser indicada para o consumo humano, foi banida pela FDA (Food and Drug Administration - EUA) como aditivo culinário e nos últimos anos muitas lojas de ervas pararam de recomendar e comercializar a Calamus. O motivo da proibição, segundo tal organização, é o fato da presença de uma susbtância cancerígena na planta.

Efeitos:
Um pedaço de raíz de 5cm (do diâmetro de uma caneta) é estimulante e invoca estados de alegria e prazer. Um pedaço de 25cm pode ocasionar distorções de percepção e alucinações. A planta é comumente um afrodisíaco.

A Calamus não pode ser usada com inibidores de MAO (iMAO). Algumas tribos aborígemes mstigam as raízes como estimulantes e para uma higiene bucal.

Variedades:
Há 3 veriedades de calamus, dentre as quais a vendida na Alemanha não contém a Beta-asarone e não é psicoativa. A quantidade de óleo essenciai varia de 1,7% para 8,7%. A quantidade de Beta-asarone varia entre 0 e 96% do óleo. As variedades européia, norte-americana e asiática diferem na composição, enquanto que a variedade asiática é considerada mais sedativa, a norte-americana mais estimulante.

Um pouco de história:
É comumente conhecida como Sweet Flag (do português cálamo, que significa estrutura comprida oca, como o talo de uma pena), e foi usada no Tatar ou Poção Mongólia (Mongolian Poison), que era usada para conferir dignidade aos povos conquistados pelos Mongols, cujos quais usavam a poção achando ser uma água purificadora.
Foi usada nos incensos sagrados dos Sumerianos e anciões egípcios, e vestígios da planta foram encontrados na tumba de Tutankhamuon.
Tem também um uso similiar na Bíblia, Exodôs 30:23,24,34 , quando Deus ordena Moisés para fazer o óleo sagrado (Holy Oil), no qual um dos componentes era uma cana vermelha, onde alguma autoridades sugerem ser a Acorus calamus.
A planta é mencionada por muitos dos grandes escritores clássicos de medicina, por Hipócrates (460 - 337a.C.) e Theophrastus (371 - 287a.C.) progressivamente. De acordo com Dióscorides, o ato de fumar a Calamus oralmente através de um funil, alivia tosses. Celsus recorda que a planta foi disponível nos mercados da Índias há 2 mil anos atrás.
As folhas aromáticas foram colocadas nos andares das igrejas e casas medievais como um efetivo refrescante (aromatizador) do ar e inseticida. O primeiro registro da planta sendo usada em um jardim europeu data de 1574, cultivada pelo botânico austríaco Clusius.
Foi conhecida na Alemanha por volta de 1588, e o grande herbalista Gerard levou-a para a Inglaterra em 1596.
Foi também usada como uma pomada alucinógena pelas bruxas. Mais inocentemente. Enfim, o aprecio desta planta não tem valor estimável no passado, de tão importante. O grande poeta americano Walt Whitman dedicou nada mais, nada menos, que 39 poemas para a Acorus calamus: foram chamados de "Poemas de Calamus".

Imagens:

http://proun-lahuna.kiev.ua/main/foto/acorus_calamus.jpg

http://www.catbull.com/alamut/bilder.net/Pflanzen/Acorus%20calamus4.jpg

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http://www.delawarewildflowers.org/acorus_calamus.jpg

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http://www.aqualys.qc.ca/images/Acorus_calamus.jpg

http://www.uni-saarland.de/fak8/becker/internetversion/Fotos/Acorus%20calamus1.jpg

http://www.colesvillenursery.com/acorus1.jpg

http://www.iwoe.de/pflanzen/acoruscalamus.jpg

Planta fenomenal, não?